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domingo, 18 de dezembro de 2011

Vereadores aumentam o próprio salário em BH


A sessão plenária de ontem da Câmara de Belo Horizonte teve um fim estranhamente silencioso. Nem mesmo o presidente Léo Burguês (PSDB) dispôs-se a conversar com a imprensa após a aprovação, por 22 votos a 3, do Projeto de Lei que eleva em 61,8% o valor dos salários dos vereadores da próxima Legislatura. A proposta teve tramitação recorde. Foi protocolado na última segunda-feira e aprovado ontem.
A remuneração atual é de R$ 9.288,05 e saltará para R$ 15.031,76 - valor que corresponde a 75% do que ganham os deputados estaduais mineiros. A equiparação está prevista em lei federal, mas não obriga que os vereadores cheguem a esse teto.
Mas os vereadores preferiram se presentear com um índice muito descolado da realidade da maior parte dos trabalhadores brasileiros (confira a arte).
Os futuros parlamentares da Casa passarão a receber 27 vezes mais do que ganha um trabalhador com salário mínimo. Se a maioria parece ter sentido vergonha da aprovação e preferiu sair "à francesa" do plenário, alguns vereadores não se intimidaram com as vaias que vinham das galerias.
"Eu tenho vergonha é do salário que eu ganho na Câmara", declarou o vereador Henrique Braga (PSDB) ao encaminhar seu voto favorável. Braga não hesitou em completar: "Quem está insatisfeito, filie-se a um partido político e concorra às eleições no ano que vem".
As justificativas para a elevação salarial são muitas, mas, para o líder de governo, Tarcísio Caixeta (PT), o principal motivo é o acúmulo de funções. "Para as responsabilidades que um vereador tem, R$ 9.000 é pouco", justificou.
Até mesmo o combate à corrupção foi usado como argumento. "O vereador precisa ser bem remunerado para não se corromper", afirmou Henrique Braga.
Apenas três votaram contra o projeto: Arnaldo Godoy (PT), Iran Barbosa (PMDB) e Neusinha Santos (PT) - os dois últimos fizeram questão de explicar seus motivos, citando inclusive a crise financeira internacional. "Precisamos levar em conta a crise que atinge o Brasil", disse Neusinha.

Trem da Alegria
Com o voto favorável do vereador Cabo Júlio (PMDB) - que na sessão de anteontem fez questão de declarar que não havia assinado a proposta da Mesa Diretora - também foi aprovado o projeto que prevê a criação de 12 cargos comissionados na Câmara.

As vagas são para os mais altos níveis, em que os salários podem passar de R$ 9.000. O impacto financeiro previsto é de R$ 1.162.578,33 mensais.
Fonte: Super Notícia

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Atingidos acampam às margens da represa do Emboque para denunciar violação de direitos humanos


Cerca de 50 famílias atingidas pelas barragens do Emboque e Granada, construídas em áreas dos municípios de Raul Soares e Abre Campo, começaram nesta terça-feira (20) um grande acampamento para denunciar a violação de direitos humanos na construção dessas barragens, reivindicar das empresas e dos governos os direitos violados, avançando na conquista da pauta e avançar na formação e na organização rumo ao Projeto Popular para o Brasil.
As duas barragens pertencem à empresa canadense Brookfield, sendo que o muro de uma é próximo ao remanso da outra. Com potência instalada de 35 MW - suficientes para iluminar uma cidade de mais de 500 mil habitantes -, Emboque está em operação desde 1998 e Granada desde 2003. Ambas geraram grandes lucros para a empresa, deixaram muitas pendências com as mais de 200 famílias atingidas e só fizeram crescer a miséria na região.
Uma comissão ligada ao Conselho de Direitos Humanos da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República acatou denúncia do MAB, do NACAB, Núcleo de Assessoria às Comunidades Atingidas por Barragens, e da Comissão Pastoral da Terra que visitou as barragens de Emboque e Granada e constatou violação ao Direitos Humanos conforme Relatório aprovado em novembro de 2010. Entre as principais violações se destaca o direito à informação e à reparação dos danos causados pelas hidrelétricas, nos aspectos econômico, social, ambiental e cultura.
Com um processo de implantação truculento e ditatorial, quatro pessoas morreram à época da construção das barragens e muitos acidentes fatais vêm acontecendo até hoje por causa dos trechos de estrada de alto risco no entorno de logo. As famílias acampadas reivindicam da Brookfield o reassentamento das famílias prejudicadas com as barragens e reativação econômica, social, ambiental e cultural, com projetos estruturantes, principalmente no Distrito de Bicuíba, na área ribeirinha de Raul Soares, nas localidades de São Lourenço, Valão e Distrito de Granada. O MAB enviou ofício à empresa solicitando uma reunião e a Brookfield se comprometeu a estar no acampamento na quinta-feira (22) debatendo com os atingidos.
Os acampados ainda reivindicam a visita do INCRA ao acampamento. Entre as famílias que ficaram sem terra com a construção da barragem, 72 já foram cadastradas pelo órgão e outras dezenas esperam o cadastramento. Na última Jornada de Lutas da Via Campesina, o INCRA se comprometeu a fazer vistorias nas terras escolhidas pelos atingidos sem terra.
Para Pablo Dias, da coordenação estadual do MAB, as famílias estão confiantes e dispostas a enfrentar os desafios da luta. "Este é mais um passo de uma empreitada de mais de 14 anos de violações, desrespeito e truculência por parte das empresas e de resistência, organização e luta dos atingidos. Uma coisa temos claro: esta luta só termina quando os direitos dos atingidos de Granada e Emboque forem garantidos", afirma.
Fonte: Blog da Amodig, com informações de Thiago AlvesJornalismo – UFVMovimento dos Atingidos por Barragens – MABConsulta Popular - Núcleo Viçosa - Minas GeraisTurma Internacionalista Simón Bolívar - Curso Energia e Sociedade - UF

terça-feira, 2 de agosto de 2011

As mesas e cadeiras vão voltar!

A manifestação ocorrida no último fim de semana foi de extrema importância para Raul Soares, uma vez que gerou comentários e abriu novas discussões sobre um assunto que após 2 anos de proibição volta a ser debatido pela população.
O Sinds-Raul é uma instituição democrática, que luta para que os direitos e opiniões não apenas dos funcionários Públicos Municipais sejam ouvidos e respeitados, mas de todos os cidadãos raul-soarenses. Acreditamos que em uma democracia a vontade da maioria deve ser sempre respeitada. E é seguindo essa linha que estamos apoiando a manifestação liderada pelo Dr. Luciano, pois esse movimento em prol da volta das mesas e cadeiras nas ruas, que certamente foi apenas o primeiro de muitos que virão até conseguirmos nossos objetivos, mostra à sociedade, quão importante é a união das pessoas em geral ou de um determinado grupo que acreditam em suas causas e descruzam os braços para "lutarem" por seus ideais.
Abaixo reproduzimos as palavras do Dr. Luciano Gariglio sobre a repercusão do movimento:

"Galera, primeiramente, obrigado pelos comentários, apoiando ou rejeitando!

"Abrimos e fomentamos um debate. Não esperávamos tanta gente assim, por vários motivos. Alguns pensam que a coisa foi política, outros que não vai dar em nada, outros estavam com frio e outros tantos tinham coisa melhor para fazer do que defender seu direito, mesmo assim colhemos mais de 500 assinaturas, entre os que ficaram e os que foram lá só pra apoiar.
Foi somente o PRIMEIRO, sábado que vem vai ter mais, em OUTRO LUGAR.
Gostaria de esclarecer alguns pontos:
1. O lugar foi escolhido pela tradição histórica da cidade, na rua onde começou o movimento de bares em Raul Soares, mas em momento algum se pensou em ficar só ali. A manifestação vai se realizar cada final de semana em um lugar diferente, pois do contrário não seria democrática.
2. Não queremos, em hipótese alguma, causar desconforto exagerado à população, por isso não fechamos o trânsito da cidade. Pelo mesmo motivo só começamos depois das 20h, pois até esse horário funciona naquela rua um supermercado e uma farmácia. Não achamos justo sacrificar quem tem de fazer compras ou precisa de um remédio por conta da nossa reivindicação. Nossa proposta é exatamente a de que todos os interesses podem ser atendidos ao mesmo tempo, sem que uns sejam sacrificados pelos outros, ou seja, podemos ocupar um espaço, mas deixar outro para os pedestres que merecem todo o respeito e cuidado do mundo.
3. Optamos por som mecânico, pelo menos na primeira vez, justamente para que a manifestação não corresse qualquer risco de se tornar política. Sem palanque, e até mesmo sem microfone, não existiu a possibilidade de dar ares políticos a um movimento puramente DEMOCRÁTICO, no qual todos são bem vindos, independente de partido, até mesmo na organização do evento. Se mesmo assim ainda tem gente pensando que foi político imagine só se fosse feito com show, palanque e tudo mais.
4. Outra questão importante, é que o movimento não conta com nenhum financiador. Temos gente ajudando, como o Marcinho do Abeia Som que nos forneceu a música sem pedir contrapartida, a ACIR, e o SINDS-RAUL que nos apoiaram com as faixas e com gente disposta a trabalhar pesado em prol de um ideal democrático. Dessa forma um show seria inviável ao nosso orçamento miúdo.
5. A ideia é mais antiga, mas entre decidir fazer a manifestação e por as mesas na rua foram apenas 4 dias. Sabemos que deixamos muito a desejar, as mesas não tinham sequer uma toalha e o bar mais próximo não teve tempo para se prepara para servir nem mesmo a comida. Peço desculpas, no próximo, mudaremos o local e todas as sugestões serão ouvidas.
Deixo mais uma vez meu muito obrigado, e prometo que o próximo será melhor.
Luciano Gariglio Cezar

Parabéns Luciano! Raul Soares estava realmente precisando de gente de atitude assim como você!