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quarta-feira, 21 de março de 2012

Professoras da educação infantil de BH em greve


No dia 14 de março, em meio à greve nacional dos trabalhadores em educação pela aplicação do piso nacional, as professoras da educação infantil de Belo Horizonte deflagraram uma greve por tempo indeterminado. A pauta principal da greve é pela UNIFICAÇÃO DA CARREIRA que significa o fim da desigualdade entre professor da educação infantil e os demais professores municipais.
Desde que foi criado o cargo de Educador Infantil em 2003, a categoria luta pela sua inclusão na carreira única de professor na Rede Municipal de BH. Através desta luta, no inicio de 2012, o prefeito Marcio Lacerda (PSB – PT – PSDB) enviou proposta de Projeto de Lei que transforma a nomenclatura do cargo de Educador Infantil para PROFESSOR de Educação Infantil. No entanto, o PL não prevê alteração no salário nem na carreira. Ou seja, ainda persiste a discriminação entre segmentos da mesma categoria, que inclusive exercem a mesma função. Na capital são 60 UMEIS (Unidades Municipais de Educação Infantil) e 20 escolas com educação infantil, atendendo a 21 mil estudantes.
O salário inicial de uma professora da educação infantil corresponde a 61 % do salário de um professor também iniciante na rede. Sendo que a maioria das professoras da educação infantil possui nível superior. 
A CSP-CONLUTAS conclama a todos a vir a apoiar esta greve que não é só por salário e sim pela defesa de uma educação infantil pública de qualidade. A qualidade na educação passa, necessariamente, pela valorização daqueles que nela trabalham.
Solicitamos a todos os movimentos sociais enviar moções de solidariedade a esta greve.
e-mail: imprensadarede@gmail.com
 
Moção de apoio aos professores enviada pelo SINDSRAUL
 
O Sindicato dos Servidores P. Municipais de Raul Soares (SINDSRAUL) vem através desta moção, declarar o seu incondicional apoio e solidariedade às professoras da Educação Infantil de Belo Horizonte, que desde o dia 14 de março realizam uma greve pela UNIFICAÇÃO DA CARREIRA que significa o fim da desigualdade entre professor da educação infantil e os demais professores municipais.
Exigimos do prefeito Marcio Lacerda imediata negociação e o pronto atendimento às reivindicações da categoria. 
 
 Raul Soares, 21 de março de 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Em Minas, movimentos feministas e sociais preparam grande ato no Dia Internacional da Mulher


Este ano, o 8 de março será marcado por um grande ato em Belo Horizonte, unificando movimentos feministas e sociais da capital e do interior. As entidades que participam da organização fecharam, esta semana, os eixos e o horário do ato, que será no próprio dia 8, quinta-feira, com concentração às 15h, na região central da cidade (local ainda a definir). 

A manifestação irá tocar em três grandes temáticas: Violência, que engloba a violência de gênero, mas também a violência institucional contra os movimentos sociais, afetando especialmente as mulheres e suas famílias; a luta pela Educação Infantil, que exige a universalização das creches públicas e a valorização das educadoras; com o lema "Nosso corpo nos pertence", as feministas irão abordar também a luta pela descriminalização e legalização do aborto, que é a 4 causa de morte feminina no Brasil. 

É consenso entre os movimentos que o ato terá um caráter classista e de forte crítica ao capitalismo, que utiliza a opressão da mulher para explorar e obter mais lucros. Além disso, as manifestantes irão exigir dos governos municipal, estadual e federal políticas efetivas para acabar com a violência sexista e melhorar as condições de vida da mulher trabalhadora e sua família.

Compõem a organização do ato, em MG: Marcha Mundial de Mulheres, Movimento Mulheres em Luta/CSP-Conlutas, MST, Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), Via Campesina, Associação Lésbica de Minas Gerais, Rede Feminista de Saúde, CUT-MG, Sind-Rede/BH, Quilombo Raça e Classe, Assembleia Nacional de Estudantes Livre, entre outras organizações. A próxima reunião de preparação será dia 27, segunda-feira, às 18h30, no Sind-Rede/BH (Av. Amazonas, 491 - 10 andar). Estão todas convocadas!

"Nada causa mais horror à ordem do que mulheres que lutam e sonham" (José Martí)
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

BH fez segundo ato em apoio ao Pinheirinho

*Hermano Melo

Nesta segunda, 30/01 Belo Horizonte realizou seu segundo ato em apoio aos moradores do Pinheirinho. Cerca de 250 trabalhadores e jovens se reuniram na Praça Sete, no centro de BH, para protestar contra o massacre promovido pelo governo e pela PM de SP, juntamente com o prefeito de São José dos Campos Edurado Cury.

O ato contou com a presença de dezenas de entidades e movimentos sociais, como as ocupações urbanas Camilo Torres, Irmã Dorothy, Zilá Espósito e Dandara; sindicatos e centrais sindicais, como CSP-Conlutas e Intersindical; partidos políticos como PSTU, Psol, PCR; e personalidades ligadas à Igreja e aos direitos humanos, como Frei Gilvander e Bizoca.

Na Praça Sete, os manifestantes denunciaram a situação dos moradores do Pinheirinho em São José, que estão abandonados nas ruas ou em abrigos da prefeitura, que são verdadeiros campos de concentração, já que ninguém pode entrar nem sair sob pena de ser agredido pela polícia. Além da situação dos "abrigos", os manifestantes denunciaram também a destruição das casas feita pela empresa Selecta, sem se importar com os móveis e pertences dos moradores, que foram roubados ou destruídos com as casas. Os manifestantes também aproveitaram a oportunidade para convocar uma "Caravana Mineira ao Pinheirinho", para participar do Ato Nacional que acontecerá nesta quinta em SJC.

Depois os manifestantes seguiram em passeata até a prefeitura, onde denunciaram a intenção do Prefeito Márcio Lacerda e do Governador Antônio Anastasia de seguir o modelo de SJC e despejar as famílias das ocupações urbanas de BH. "Não vamos aceitar que este mesmo modelo seja implementado aqui em Minas Gerais. Estamos prontos para resisitr e a história com a gente vai ser diferente", afirmaram as lideranças das ocupações.

O ato seguiu então até o Tribunal de Justiça de Minas gerais, onde vários oradores denunciaram o papel cumprido pela Justiça no massacre do Pinheirinho, já que a Juiza Márcia Loureiro foi a responsável por conceder a liminar que ordenava a reintegração de posse e a consequente violância contra os moradores.

Para encerrar, os manifestantes atiraram balões de tinta vermelha no TJ, mostrando que a justiça está manchada de sangue, e queimaram a bandeira do PSDB e um boneco de Geraldo Alckmin/Anastasia, responsabilizando o PSDB pela repressão feita em SP, tanto no pinheirinho, quanto contra os usuários de crack e contra os estudantes da USP.

A Caravana Mineira ao Pinheirinho sairá nesta quarta-feira, às 22:30h da Praça da Estação. Os interessados deverão entrar em contato com a CSP-Conlutas pelo fone 3201-0736.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Vereadores aumentam o próprio salário em BH


A sessão plenária de ontem da Câmara de Belo Horizonte teve um fim estranhamente silencioso. Nem mesmo o presidente Léo Burguês (PSDB) dispôs-se a conversar com a imprensa após a aprovação, por 22 votos a 3, do Projeto de Lei que eleva em 61,8% o valor dos salários dos vereadores da próxima Legislatura. A proposta teve tramitação recorde. Foi protocolado na última segunda-feira e aprovado ontem.
A remuneração atual é de R$ 9.288,05 e saltará para R$ 15.031,76 - valor que corresponde a 75% do que ganham os deputados estaduais mineiros. A equiparação está prevista em lei federal, mas não obriga que os vereadores cheguem a esse teto.
Mas os vereadores preferiram se presentear com um índice muito descolado da realidade da maior parte dos trabalhadores brasileiros (confira a arte).
Os futuros parlamentares da Casa passarão a receber 27 vezes mais do que ganha um trabalhador com salário mínimo. Se a maioria parece ter sentido vergonha da aprovação e preferiu sair "à francesa" do plenário, alguns vereadores não se intimidaram com as vaias que vinham das galerias.
"Eu tenho vergonha é do salário que eu ganho na Câmara", declarou o vereador Henrique Braga (PSDB) ao encaminhar seu voto favorável. Braga não hesitou em completar: "Quem está insatisfeito, filie-se a um partido político e concorra às eleições no ano que vem".
As justificativas para a elevação salarial são muitas, mas, para o líder de governo, Tarcísio Caixeta (PT), o principal motivo é o acúmulo de funções. "Para as responsabilidades que um vereador tem, R$ 9.000 é pouco", justificou.
Até mesmo o combate à corrupção foi usado como argumento. "O vereador precisa ser bem remunerado para não se corromper", afirmou Henrique Braga.
Apenas três votaram contra o projeto: Arnaldo Godoy (PT), Iran Barbosa (PMDB) e Neusinha Santos (PT) - os dois últimos fizeram questão de explicar seus motivos, citando inclusive a crise financeira internacional. "Precisamos levar em conta a crise que atinge o Brasil", disse Neusinha.

Trem da Alegria
Com o voto favorável do vereador Cabo Júlio (PMDB) - que na sessão de anteontem fez questão de declarar que não havia assinado a proposta da Mesa Diretora - também foi aprovado o projeto que prevê a criação de 12 cargos comissionados na Câmara.

As vagas são para os mais altos níveis, em que os salários podem passar de R$ 9.000. O impacto financeiro previsto é de R$ 1.162.578,33 mensais.
Fonte: Super Notícia